Vagem mãe
Clarice, com 2 anos e 2 meses, comendo vagem e filosofando durante o almoço:
– A vagem é a mamãe… e o feijãozinho é o filhote bem pequenininho…
O poderoso chefão
Exceção!
Logo tudo se resolveu, pois a mãe de Bráulio, que realmente tinha precisado sair, voltou logo.
Quando soube da história, Lenina, uma das irmãs mais velhas de Amanda perguntou:
– Mas você sabe o que significa “exceto”, Amanda?
Fada esquecida
– Laura, o que essa casca de banana está fazendo embaixo do seu travesseiro?
– Ahhhh! A fada da banana não veio buscar… – responde a pequena, decepcionada.
Caldinho
Digestão Automobilística
Iara, filha da Anninha, com dois anos, entrando no carro com sua mãe:
– Mamãe, dá a chave do cáo (carro) pá Iada (Iara)?
Anninha acha um pouco estranho, mas dá a chave e fica olhando a filha colocá-la direitinho na ignição. Quando termina, Iara diz:
– Ponto, mamãe! Pode DiGiri!
Semente da coragem
Clara, com quatro anos e pouco, não conseguia se pendurar numa corda amarrada na árvore. Seu pai apareceu mexendo num potinho de sementes como se não soubesse de nada e disse:
– Olha essas sementes, Clara… Dizem que são muito poderosas… Quando alguém te dá uma, você consegue coragem para fazer qualquer coisa que tem medo… É só pedir! – e entrega a semente para a filha.
Clara, então, pega a corda, segura no nó mais alto, pega distância e pula balançando deliciosamente pendurada… Desce com um sorrisinho de canto e finge que nada aconteceu. Sua mãe observava tudo à distância.
Uma semana depois, todos foram passear em um parque com escorregadores enormes (que chegam perto “do” Deus, como Clara gosta de dizer). A pequena mostrou-se destemida! Subiu, desceu, correu… ufa! Voltando para casa, sua mãe pergunta:
-Nossa filha, hoje você arrasou, estava muito corajosa, muito bom! Você recebeu a sementinha da coragem de novo?
E Clara explicou:
-Não mamãe… ainda é o efeito da mesma!
(imagem: pixabay.com)
Dodói
Tomás tem dois anos e uma vez tomou picadas de uma formiguinha muito chata. Depois de chorar um pouco, brincou com a sua mãe de matar as formigas (imaginárias) que picam.
Vida animal
Rodrigo, com 3 anos e meio, ouviu os tios conversando e começou a repetir dois palavrões: “Talaio” e “Biado”. Mesmo com a família ignorando, tentando mudar o foco, ele ficou por vários dias repetindo em diferentes situações:
– Talaio! Biado! Talaio! Biado!
Tempos depois, sua mãe teve uma ideia e resolveu recorrer a um livro de animais para chamar a atenção de Rodrigo. Folheando as páginas, ela explicou:
– Olha, filho, sabe aquela palavra que você gostou? Tá aqui, ó: ve-a-do, é esse bichinho aqui, viu?
E Rodrigo, bastante interessado, completou:
– Vi, legal, e cadê o Talaio?


